terça-feira, 10 de junho de 2014

Seja Feliz

Uma vez eu e a minha namorada na época estávamos de zoeira. Aí ela fez marias-chiquinhas no cabelo e falou com voz de bebê, debochando das meninas que tentam se fazer de meigas. Eu disse: “Own, que fofinha!”. Pronto. Pra quê? Ela ficou furiosa comigo… Porque aparentemente ela entendeu que eu a tinha chamado de gorda. Desculpa, eu só estava brincando… E eu pensem em “fofinha”, no sentido de bonitinha, meiguinha, inha, inha inha

Outra vez, uma colega de estágio convidou a mim e a outros colegas para irmos no aniversário dela em um Pub. Eu cheguei e fiquei um tempo circulando, procurando por ela e pelo resto do pessoal (em minha defesa, eu sou míope e ainda não sabia disso naquela época)... Até que ela veio me encontrar e ficou me zoando por não ter achado eles. Ela sempre usava o cabelo liso em rabo de cavalo (estágio em hospital, sabem como é), óculos e estava sempre de jeans e camiseta. Nem tinha reconhecido ela. Cabelo solto, ondulado, sem óculos, bastante maquiagem e um vestido. Eu disse: “Nossa, como você tá bonita hoje!”. Pronto. Pra quê? Eu disse hoje. Ela ficou o resto da noite repetindo essa história para todo mundo que chegava. Como eu tinha dito que ela estava bonita só naquele dia, como isso significava que ela não era bonita normalmente e como eu não devia nem ter reconhecido ela, já que eu tinha insinuado que ela normalmente não é bonita. Arrrgh. Eu ouvi essa história durante meses, porque ela fazia questão de repetir sempre. Desculpa, eu não queria ofender. Na verdade, estava querendo elogiar, mas parece que minha escolha de palavras não foi feliz.

O meu ponto é que as pessoas se ofendem pelas coisas mais estranhas e inocentes, mais simples e bobas. Há alguns anos, aconteceu uma coisa que me deixou de queixo caído. Um aluno da disciplina que eu era monitor perguntou se podia fazer uma coisa lá num trabalho. Eu respondi: “sim! Seja feliz! :)”. Acreditam que os alunos se ofenderam e disseram pro professor que eu tinha sido grosseiro com eles? Na minha época, dizer “seja feliz”, nesse contexto, significava apenas “vá em frente!” ou “faça o que quiser”. Fiquei surpreso por alguém ter se ofendido por isso.

Anos depois, eu sempre lembro dessa história e fico repassando o que foi dito pelos alunos e o que eu disse para eles. Será que “seja feliz” tem algum significado oculto? Será que desejar que os outros procurem ficar satisfeitos e felizes com suas escolhas é tão ruim assim? Será que nessa época que estamos, em que as pessoas procuram sempre ostentar e aparentar felicidade, insinuar que alguém precise fazer algo para ser feliz é tão ruim assim?

Juro que não entendo. Não cheguei a nenhuma hipótese que me pareça razoável. A mais satisfatória foi que esses alunos eram um bando de crianções do primeiro ano e queriam fazer drama só por fazer drama. A outra é que “seja feliz” seja um cumprimento illuminati ou masônico. Sei lá. Deduzam o que quiserem. Sejam felizes!

Opa.

sábado, 7 de junho de 2014

Amor à primeira vista

Nunca achei que isso realmente existisse, mas parece que existe. Há uns dias, foi o meu aniversário (dia 25 de maio) e eu convidei vários colegas e amigos para irem lá em casa. Devido ao curso que eu estudei e a profissão que eu sigo, a maior parte dos meus colegas e amigos é composta por mulheres. Então, no meu aniversário era eu, o colega cujos problemas amorosos eu comentei e um outro amigo. As outras dez pessoas presentes eram mulheres. Nós três já estamos acostumados, claro. Foi super-legal, as moças são brutais jogando UNO e Truco. Sério, dá medo! Rimos, comemos e brincamos.

Uns dias atrás, o colega que estava naquele terrível dilema deu uma passada lá em casa, dizendo que queria companhia para comer temaki (e tem uma temakeria a duas quadras da minha casa). Aí ele veio meio sem jeito e me perguntou: “diz uma coisa, a Fabi tem namorado”? Fabi é o nome fictício que eu estou dando para uma das minhas colegas que estava no meu aniversário. Respirei fundo. Sabia onde isso ia dar.

            - Sim, tem. O namorado dela é bem legal. Joguei WoW e Rift com ele. Por quê?
            - Por nada… É que ela é muito bonita.
            - Sim, ela é mesmo. E ela é tri legal.
            - Sim, é. Das meninas que estava lá, ela foi a minha favorita. A Mari tira segundo lugar.
            - A Mari é uma querida mesmo.

Todos esses floreios para depois me dizer o quanto ele tinha gostado da Fabi. Ele disse que sentiu “uma coisa” que nunca tinha sentido antes. E completou dizendo “ah, porque eu estou nessas de terminar e tal…Se a Fabi fosse solteira, seria mais um incentivo”. Fiquei meio de cara. Comentei com a Mari sobre a história. Ela disse “a Fabi me perguntou se era muito estranho te perguntar se os seus amigos eram solteiros”...

Resumo da ópera: os dois se interessaram mutuamente e intensamente um pelo outro, tendo se visto apenas uma vez na vida e estão considerando terminar seus longos relacionamentos (a Fabi já está com o namorado dela há uns cinco anos também) para ficarem juntos. Fiquei muuuito chocado com o desenvolvimento dessas histórias. Parece que amor à primeira vista existe mesmo.

Ou eles já estavam insatisfeitos com seus respectivos namorados e estavam só procurando um motivo pra chutar o balde de vez.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Elevadores

Algumas vezes eu estou tão de má vontade com o mundo que até pequenas coisas me irritam. Especialmente as pequenas coisas irritantes que acontecem dezenas de vezes no meu dia.

Uma das coisas que mais me irrita é quando eu estou esperando o elevador, ele chega e as pessoas que estavam esperando comigo começam a tentar forçar sua entrada no elevador, sem permitir que as pessoas que já estavam nele consigam descer. Vocês nunca ouviram falar que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço? Para vocês caberem no elevador, as pessoas que estão lá precisam sair primeiro, oras. Isso não é básico?! Pois parece que não.

Todo santo dia, diversas vezes por dia, eu vejo esse cenário. Gente, o elevador não vai fugir se você não se enfiar lá dentro. É só apertar o botão ou segurar a porta. Especialmente aqui no hospital, que as portas são super-ultra-mega sensíveis. Sério, um fio de cabelo se movimenta quando a porta está fechando e ela se abre rapidamente. Chega a ser chato, às vezes, mas também é muito útil. De qualquer forma, o ponto é: não precisa entrar em desespero. O elevador vai esperar. Eu prometo.

Outra coisa que me irrita no elevador… Vocês não tem idéia da quantidade de vezes num dia que eu tento entrar no elevador e a pessoa que estava lá dentro quase me atropela. Explico: a pessoa fica tão concentrada no seu celular que não percebe que o elevador só desceu um ou dois andares e sai de dentro dele no automático. Aí ela esbarra nas pessoas (eu) que estão tentando entrar.

Isso acontece tantas vezes no meu dia que eu não consigo mais achar graça. O atropelador em questão ou fica bufando, ou faz alguma piadinha sobre estar com a cabeça na lua. Eu nem respondo mais. Não sei, mas mesmo quando eu estou fuçando no celular no elevador, eu sempre dou uma olhadinha no painel quando o elevador pára, para conferir se é o andar que eu quero ou não. Não é senso comum fazer isso?! Parece que não.

Eu não estou propondo um “Manual de Conduta em Elevadores”. Querem continuar se digladiando para entrar no elevador e atropelando as pessoas por não desviar o olhar da telinha do celular? Ótimo. Mas eu me dou o direito de ficar bravo com isso.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Jogo: Hadaka Shitsuji

Hadaka Shitsuji é uma visual novel BL que foi traduzida (não-oficialmente) para o inglês ano passado. Esses dias vi um anônimo recomendando esse jogo no 4chan e fiquei curioso. Resolvi baixar e andei jogando nos últimos dias esporadicamente, porque eu não tenho muita paciência com essas visual novel.

A história do jogo é a seguinte: Tomoaki, um estudante universitário, recebe um folder divulgando uma vaga para emprego com um bom salário (até bom de mais para ser verdade!). Como ele acabou de perder seu emprego num restaurante, resolve ir se apresentar nesse lugar. Lá ele fica sabendo que tudo que terá de fazer é ser o "mestre" de uma mansão milionária e dar ordens para os mordomos do lugar, enquanto o verdadeiro dono está viajando. São vários personagens que você pode interagir, cada um caindo nos clássicos esterótipos já esperados.

O twist desse jogo é que o Tomoaki vai ficando cada vez mais sádico conforme o tempo passa (na verdade, eu diria que ele tem um transtorno de múltipla personalidade, porque ele muda da um extremo ao outro em segundos). Uma coisa que me surpreendeu é que os finais felizes são considerados finais ruins nesse jogo. Eu escolhi o Sakuma, o personagem poster do jogo, primeiro e resolvi conquistá-lo. O Sakuma é o mordomo eficiente, sério, perfeccionista, obediente e sempre querendo servir seu mestre. Achei que, logo por isso, ele seria o "mais fácil" de todos. Eu consegui um final bem feliz e bonitinho... Apesar do Tomoaki ter surtado uma vez ou outra (tipo quando ele pisoteia o Sakuma -- irc!), o final foi feliz e tal. Aí apareceu a mensagem "Bad End". 


Fiquei intrigado, mas resolvi ir atrás do Toudou e segui o guia (que o pessoal que traduziu manda junto com o patch) para conseguir o "True Ending", que, em tese, deveria ser o melhor final de todos. Só que não. O Toudou é o cara grandão, musculoso e intimidador, que, na verdade, tem um coração de ouro e é um querido. Assim como o Sakuma, ele é obediente. Com o Toudou, você pode fazer coisas que só de serem mencionadas já brochariam o interlocutor que vos fala. Sério, a rota do Toudou é um horror. O Tomoaki faz ele de gato e sapato. 


Ok, fiquei meio tenso e resolvi seguir a rota do Komine, o cozinheiro extrovertido, simpático, com dialeto Kansai, desobediente e que dá em cima do Tomoaki descaradamente, e fiquei apavorado. Coisas tensas acontecem. Mas o Komine é um dos personagens mais simpáticos e queridos desse jogo, então eu vou ver se jogo a rota dele de novo e tento conseguir um final ruim. Me disseram que o Komine, também, é o único personagem que, num dos finais ruins, fica de saco cheio das sacanagens do Tomoaki e vira o jogo contra ele. Vou dar uma olhada, quando tiver tempo e vontade para isso. Em compensação, uma das rotas dele envolve bestialidade... Ern, talvez demore um pouco para eu criar coragem. 

  
Também tem a opção de ir atrás do Ichinose (o jardineiro silencioso e misterioso, que deixa o Tomoaki com medo dele) e o, ern, sei lá qual é nome dele, que é o shota obrigatório e chorão. Na rota do Toudou, o shota já sofre pacas, então estou com medo do que vai acontecer com ele em sua rota própria (vi uma CG dele que envolve uma forca... No me gusta...). O Ichinose acaba aparecendo pouco nas histórias dos outros - porque ele passa boa parte do tempo doente -, então é capaz que eu acabe jogando a rota dele também para ver qual é.


Sobre o jogo em si: ele é uma visual novel com poucas decisões a serem tomadas (só escolher com quem você quer passar o dia e, eventualmente, responder uma coisa ou outra), com opção de salvar sempre e é fácil de entender. O patch em inglês o deixou com alguns bugs: ele fecha sozinho com frequência (por isso, deve-se salvar o tempo todo), não salva os CGs/Endings que você conseguiu (acho que deve ser impossível desbloquear a rota harem por causa disso) e algumas coisas não foram traduzidas ou ficaram com caracteres aleatórios ao invés de texto. Mesmo assim, é jogável. Também vale apontar que boa parte dos personagens do jogo é dublada por amadores/seiyuus desconhecidos, então não tem esse "atrativo" para os que curtem boas vozes.


Acho que pessoas com fetiches específicos e sobretudo aqueles que adoram sadomasoquismo vão curtir esse jogo. Eu não me enquadro no segundo caso, então várias partes do jogo foram um sofrimento para mim. Tipo, todos os personagens são uns queridos... Eu não quero vê-los sofrer! Acho que eu sou vanilla demais para esse jogo... De qualquer forma, um ponto inusitado dele é que você joga como o seme. Na maior parte dos jogos yaoi, você é o uke e ponto final. São poucos os jogos que permitem que o player seja o seme.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A escolha mais perfeita de todas

Um amigo meu da faculdade me ligou e me convidou pra comer uma pizza na casa dele. Estranhei. Esse cara é super de boa e nós sempre nos demos bem. Fizemos vários trabalhos juntos na faculdade, fomos bolsistas do mesmo professor e ele me deu carona umas vezes. Só que nós nunca fomos, assim, amiiiigos, amiiigos. Saca? Nós éramos colegas. Éramos amigáveis um com o outro, mas não posso dizer que éramos grandes amigos. De qualquer forma, fui lá na casa dele.

Ele estava bem esquisito. Ansioso. Inquieto. Como eu sou pessimista pacas, estava esperando alguma notícia bombástica. Ele decidiu que precisávamos comer algo doce e ponto final. Foi pra cozinha fazer um tal bolo de açúcar mascavo. Eu fiquei só observando, tentando entender o que estava acontecendo com ele. Fez o tal bolo, que ficou assando enquanto comíamos a pizza e jogávamos truco. O bolo ficou pronto e sentamos para comer. Aí ele foi ao ponto.

Precisava de um conselho.

Fiquei confuso. Por que logo eu? Ele teve um episódio de verborréia e despejou tudo que queria falar. Falou várias coisas, mas o que estava perturbando-o mais intensamente era que não conseguia decidir se terminava com a namorada ou não. Ele queria que eu o ajudasse a escolher “a melhor das opções”.

Ela era a primeira namorada dele. Se conheceram no colégio - ele estava no segundo ano e ela, no primeiro do ensino médio - e começaram a namorar em seguida. Eles tiveram todas as primeiras vezes um do outro, se conseguem me entender. Sempre estiveram juntos. Faz uns… Sei lá, sete anos. Por aí. Um pouco mais ou um pouco menos do que isso.

Por um lado, ela era uma mala. A única coisa que ele era autorizado a fazer era jogar futebol no sábado de tarde (e ela enchia muito o saco por isso). Ficavam o tempo todo juntos. Por outro, ela o incentivava a estudar (algo que a família dele não fazia, pois não concordavam com o curso que ele escolheu). Lá pelo segundo ano de faculdade, um amigo dele lhe apresentou a maconha. A namorada quase enlouqueceu e colocava ele na linha. Ela determinava quando e quanto ele podia fumar. Por um lado, isso impedia que ele caísse na gandaia de vez. Por outro, era mais um pouco da vida dele que ela controlava. O que eu quero dizer é que ela tinha vários pontos positivos e negativos ao mesmo tempo.

Ele estava na dúvida. “Vale a pena trocar o certo pelo duvidoso”? Eu disse: cara, se não tá mais afim dela, ficar num relacionamento vazio vai ser ruim para os dois. “Será que eu vou me arrepender”? Eu disse: claro que vai. Você vai se arrepender com qualquer uma das escolhas, porque você vai perder e ganhar coisas em cada uma delas. “Qual é a melhor escolha”? Eu disse: isso não existe. Você tem de pensar no que vai te deixar mais feliz ou te fazer sofrer menos.

Se terminasse com ela, os amigos dos dois iam ficar de cara com ele. Podia perder amigos com isso. Se ficasse com ela, ia ficar constantemente se perguntando como seria ter outra experiência. Se terminasse com ela, poderia ter outras experiências, conhecer pessoas novas. Se ficasse com ela, ia deixar de fazer várias coisas que queria fazer. Se terminasse com ela, ia magoar a pessoa que lhe ajudou durante vários momentos difíceis. Se terminasse com ela, podia acabar perdendo o amor da sua vida. Se continuasse com ela, poderia ter deixado de viver e conhecer o amor da sua vida.


Escolhas são complicadas, não é? Ele queria que eu escolhesse por ele. Insisti que ele pensassem bem no assunto, que era ele quem tinha que decidir. Falei para que ele conversasse com ela. Acho que o maior problema com escolhas é que você nunca sabe se tomou a melhor decisão. Até porque não existe uma “melhor” escolha. Qualquer uma das opções têm lados positivos e negativos. É sempre uma aposta.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O outro blog

No outro blog, eu falo sobre mangá. Como eu faço para decidir o que postar?

Em geral, eu começo fuçando o Baka-Updates. Às vezes, eu acho um tópico de discussão interessante. Como, sei lá, "histórias sobre vilões que se tornam aliados" ou "mangás que tenham uma menina e um menino apaixonados pelo mesmo menino". Outras vezes, eu penso em um tema (ex.: "culinária", "vikings", "dança") e procuro um mangá dessa categoria. Também acontece de eu estar olhando a página de um mangá e acabar procurando outro do mesmo autor, de categorias similares ou algo assim. 



Quando acho um mangá interessante, abro uma tab com a página dele no Baka-Updates e sigo procurando mais. Quando eu consigo um bom número, começo a baixá-los (em geral, eu olho nos sites dos scanlators, no MangaTraders, no Yearn for Yaoi, ou no Nihonomaru). 

Eu fico com a aba do BU aberta até terminar a resenha. Porque eu baixo e esqueço que baixei. Acontece muito.

Depois, eu leio e escrevo comentário sobre. Dependendo do mangá (especialmente coleções de oneshots), eu escrevo o comentário enquanto leio, porque eu esqueço rápido os nomes dos personagens. Outros, eu termino de ler e comento. E ainda há outros que eu leio, deixo um tempão a pasta do mangá e a tab abertos, enquanto penso como comentar. Three and a Half, da Sadahiro Mika, está me esperando há mais de mês para eu decidir o que dizer sobre.

Quando eu termino de escrever, programo a postagem para a próxima data. Minhas postagens são sempre na segunda, quarta e sexta às 14h. 

Eu penso em aumentar a quantidade de postagens semanais, mas tenho medo de ficar deprimido de novo e não dar conta se aumentar muito as postagens. Melhor programar várias e ter uma "folga" para me recompor e voltar a escrever.

sábado, 24 de maio de 2014

Tesouros nos Sebos: Slayers

Slayers foi um dos mangás que eu comprei casualmente na época que eu só comprava o que tinha nas bancas de revista. Achei até o volume 6 e depois nunca mais vi para vender. Só fui descobrir as maravilhas da internet e achar uma loja especializada alguns anos depois, mas nunca encontrei os demais números da série.

Esses dias, eu saí do hospital e fui almoçar no Subway, porque eu estava me sentindo rico e esfomeado. Na volta, de barriga cheia e estufada, passei na frente de um sebo que é especializado em revistas e resolvi entrar, para comprar algumas revistinhas de palavras cruzadas. Lá, eu vi que havia uma seção para quadrinhos e, surpreendentemente, mangás. Vi Eden, Peach Girl, Karekano, Naruto, e... Slayers. Estava na última prateleira, mas tinha uma prateleira inteira cheia de edições de Slayers.


Fiquei ajoelhado na loja, fuçando na prateleira. Estava fora de ordem e a maior parte eram edições repetidas dos mesmos números. Acabei achando alguns dos que faltavam para minha coleção: 7, 8, 10, 12, 13, 14, 15, 16 e 17. Fiquei pensando no dinheiro, já que eu ainda não recebi e já gastei uns bons trocados ao comer no Subway (se eu soubesse o que iria encontrar, não teria almoçado, com certeza!), mas resolvi comprar. Cada edição custou três reais. 

Algumas estão em melhores condições que as outras, mas, no geral, todas estão muito bem. Um dos lados da capa da edição 13 está meio desbotado e algumas páginas da edição 15 estão meio amassadinhas, mas tudo bem! O que importa é que consegui vários números de Slayers e agora minha coleção está quase completa! O problema é que os que faltam são os mais difíceis de encontrar... Até achei a edição 11, mas a edição 9 é quase impossível!


Quando eu sentar e ler, vou comentar sobre essa série no outro blog. As primeiras edições me divertiram muito, bem como o anime na época. Como eu acostumei com a dublagem brasileira, a versão original me irrita muito (a voz da Lina, especialmente), então vou ver se consigo achar em português uma hora dessas (eu! Dizendo isso!).