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terça-feira, 8 de julho de 2014

Smartphone

Até dezembro, eu tinha um celular bem comunzinho e antigo. Todo mundo ficava me enchendo o saco para trocar para um celular mais moderno, em função do WhatsApp, mas eu não estava muito motivado. Até porque eu estava juntando dinheiro para comprar o Nintendo 3DS. 

Tanta praga rogaram para o meu celular antigão que eu o deixei cair quando estava descendo uma escada e uma pessoa meio que pisou em cima dele. De uma forma ou de outra, a tela rachou e ele deixou de funcionar. 

Relutei, relutei e relutei... Mas acabei tendo de investir meus trocados num celular novo (e o Nintendo 3DS ficou para depois). Optei pelo Moto G e estou satisfeito com a compra (apesar de ele demorar uma eternidade para se ligar de novo, se eu o desligar ou se a bateria chegar ao fim). 

O que tem me incomodado é o quanto eu estou dependente desse troço.

Se me dizem que eu preciso fazer um laudo para uma data específica, o que eu faço? Coloco lembretes no celular. Preciso organizar minha agenda da semana, o que faço? Abro o aplicativo de agenda do Google, que eu posso usar tanto no computador como no celular, e organizo as agendas, que eu posso filtrar por coisas pessoais ou por trabalho. Preciso matar dez minutos na sala de espera, o que faço? Pego o celular e jogo algum joguinho (Dumb Ways to Die e Disco Zoo são muito divertidos). Preciso falar com alguém, o que faço? Uso o WhatsApp, o Messenger do Facebook, mando um e-mail usando o aplicativo o Gmail e, se for muuuito urgente, mando um SMS ou ligo. Tenho uma ideia para escrever um texto, o que faço? Abro o Quickoffice e sofro digitando com os meus dedos de ogro no mini-teclado.
Tudo que eu vou fazer, praticamente, envolve o celular. Insônia? Abro um aplicativo com sons relaxantes para meditação. Tédio? Coloco os fones de ouvido e escuto ao podcast Welcome to Night Vale. Fome? Abro um vídeo no Youtube com uma receita fácil ou fuço algum site de culinária e sigo as instruções olhando no celular. 

Antes, eu puxava uma folha de caderno e anotava as coisas. Hoje eu dia, eu vejo que muita gente nem usa caderno. Um amigo meu que está fazendo cursinho disse que bate fotografias do quadro-negro, para não precisar escrever. 

E os Google Glasses estão vindo aí! Nem vai ser preciso mais usar as mãos. Vai bastar dizer: "Óculos, tire uma foto". "Óculos, qual a previsão do tempo hoje?". Eu adoro tecnologia, mas ficar tão dependente dela me incomoda muito... 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sobre o jogo de hoje na Copa...

Ok, ok. Eu nunca falo de futebol por três motivos:

a) Não me importo com futebol (a não ser com o meu time do coração).
b) Não gosto muito de assistir aos jogos, só de jogar.
c) Não gosto de expressar opiniões sobre um assunto que eu não manjo muito e que eu sei que deixa as outras pessoas muito abaladas/envolvidas/algo assim.

Mas... Cara, o que foi esse jogo de hoje?

O primeiro tempo estava muito foda. Foda, foda, foda. Eu me distraí por dois segundos com um pepperoni que pulou da minha pizza e o Thiago Silva marcou um gol. Apesar de os dois times estarem meio exaltados e se empurrando meio demais, eu estava curtindo o jogo. 

O segundo gol do Brasil, do David Luiz, foi muito lindo. Eu não acreditei. Achei que ele tinha jogado a bola alto demais, mas aí a bola fez aquela curva doida, desceu e entrou no gol. O goleiro da Colômbia raspou os dedos, mas não parou a bola! Ainda bem que eles passam no replay duzentas vezes, porque eu não acreditei naquele gol e quis entender. Ainda não sei que bruxaria o David Luiz conseguiu fazer (de novo, eu não entendo muito de futebol. Jogo, mas jogo mal. Curto participar só pela curtição e pelo churras que tem depois), mas achei fantástica.

Aí... O jogo começou a ficar mais tenso ainda. Cartão amarelo pra meio mundo do Brasil, juiz fazendo vista grossa pras sacanagens que alguns jogadores da Colômbia estavam fazendo... Mas tá. Ok. Nem sempre o juiz consegue ver tudo, né? Ou, às vezes, para ele não parece tão sério como para nós, espectadores, que temos a oportunidade de ver a jogada por vários ângulos?

Mas aí o cara deu aquela joelhada nas costas do Neymar!

Uma coisa foi aquele lance do Thiago Silva que atropelou o colombiano e tomou um (merecido para alguns, controverso para outros) cartão amarelo. Pareceu acidental e que ele não teve tempo de desviar. Ou talvez tivesse ido para parar mesmo o cara e acabou batendo de mal jeito. De qualquer forma, não pareceu ser por maldade.

Outra, foi a joelhada que esse cara deu no Neymar... Não importa como eu olhe para a cena (que passou o replay algumas dezenas de vezes, não só durante o jogo como no Jornal e naqueles programas de cobertura da Copa), me parece que o cara foi com a intenção de atropelar o Neymar mesmo. Não pareceu que o cara queria acertar a bola. Pareceu que ele queria mesmo acertar o Neymar.

Não estou dizendo que não é entendível a raiva. O Neymar é um bom jogador e estava incomodando pra caramba no jogo (ele, o Oscar e o David Luiz estavam em todas! Todo o time jogou bem, mas esses três, ao meu ver - de alguém que não entende muito de futebol -, pareceram se destacar mais). Não é de se estranhar que os colombianos fiquem frustrados pelo que aconteceu, deixem a raiva subir a cabeça e sejam mais brutos.

O foda é o juiz não ter dado uma punição adequada para o cara. Eu diria cartão vermelho, é claro, porque foi uma jogada mal intencionada. Que seja amarelo, então, já que parece que os juízes têm medo de serem justos com o Brasil (para não dizerem que eles foram comprados, que nem aquele primeiro juiz lá que deu o penalty contra a Croácia). 

Essa jogada me deu um gosto amargo na boca e eu disse: "cara, esse jogo podia acabar aí. Não quero mais ver essa merda". Eu estava curtindo o jogo até ali. Os dois times jogaram tri bem, deram o seu melhor e proporcionaram um espetáculo ao espectador... Até aquela jogada. Aí eu fiquei com nojo do jogo e com pena do Neymar. 

Ainda bem que o caso dele não foi tão grave quando poderia ter sido. Um dos meus amigos (que é fisioterapeuta... Todo mundo que estava lá era da área da saúde, aliás) disse de forma sábia, mas embriagada: "porra, pegou bem no meio das costas dele... No melhor dos casos, repouso e muita fisioterapia... No pior, caralho, porra, coitado desse guri". Nos programas de notícias que passaram depois, vimos que, realmente, parece que é isso que é indicado ao Neymar... Espero que ele melhore, porque ele é um bom jogador - mesmo que eu não seja um grande fã dele, preciso admitir.

Discussões depois sobre esportes e saúde seguiram e, quando percebemos, a Helena estava levando uns quadros para a galeria, encontrando com a mãe dela e tinha um cara, que eu não sei se é o vilão ou o mocinho, falando que removeu uma cicatriz. Demos o assunto por encerrado e voltei para casa para dormir, já que amanhã tenho plantão... Antes, claro, precisando escrever essa postagem de desabafo.

Acho que nunca me revoltei tanto por um jogo. A única vez que eu me envolvi emocionalmente com um jogo de futebol (que não fosse do Inter) foi na final da Copa de 2006. Porque a França não podia ganhar. Ponto. 

(Eu sempre digo que não vou assistir à Copa, mas sucumbo à pressão social e acabo sendo o mais empolgado pelo assunto... Patético!!!)

terça-feira, 10 de junho de 2014

Seja Feliz

Uma vez eu e a minha namorada na época estávamos de zoeira. Aí ela fez marias-chiquinhas no cabelo e falou com voz de bebê, debochando das meninas que tentam se fazer de meigas. Eu disse: “Own, que fofinha!”. Pronto. Pra quê? Ela ficou furiosa comigo… Porque aparentemente ela entendeu que eu a tinha chamado de gorda. Desculpa, eu só estava brincando… E eu pensem em “fofinha”, no sentido de bonitinha, meiguinha, inha, inha inha

Outra vez, uma colega de estágio convidou a mim e a outros colegas para irmos no aniversário dela em um Pub. Eu cheguei e fiquei um tempo circulando, procurando por ela e pelo resto do pessoal (em minha defesa, eu sou míope e ainda não sabia disso naquela época)... Até que ela veio me encontrar e ficou me zoando por não ter achado eles. Ela sempre usava o cabelo liso em rabo de cavalo (estágio em hospital, sabem como é), óculos e estava sempre de jeans e camiseta. Nem tinha reconhecido ela. Cabelo solto, ondulado, sem óculos, bastante maquiagem e um vestido. Eu disse: “Nossa, como você tá bonita hoje!”. Pronto. Pra quê? Eu disse hoje. Ela ficou o resto da noite repetindo essa história para todo mundo que chegava. Como eu tinha dito que ela estava bonita só naquele dia, como isso significava que ela não era bonita normalmente e como eu não devia nem ter reconhecido ela, já que eu tinha insinuado que ela normalmente não é bonita. Arrrgh. Eu ouvi essa história durante meses, porque ela fazia questão de repetir sempre. Desculpa, eu não queria ofender. Na verdade, estava querendo elogiar, mas parece que minha escolha de palavras não foi feliz.

O meu ponto é que as pessoas se ofendem pelas coisas mais estranhas e inocentes, mais simples e bobas. Há alguns anos, aconteceu uma coisa que me deixou de queixo caído. Um aluno da disciplina que eu era monitor perguntou se podia fazer uma coisa lá num trabalho. Eu respondi: “sim! Seja feliz! :)”. Acreditam que os alunos se ofenderam e disseram pro professor que eu tinha sido grosseiro com eles? Na minha época, dizer “seja feliz”, nesse contexto, significava apenas “vá em frente!” ou “faça o que quiser”. Fiquei surpreso por alguém ter se ofendido por isso.

Anos depois, eu sempre lembro dessa história e fico repassando o que foi dito pelos alunos e o que eu disse para eles. Será que “seja feliz” tem algum significado oculto? Será que desejar que os outros procurem ficar satisfeitos e felizes com suas escolhas é tão ruim assim? Será que nessa época que estamos, em que as pessoas procuram sempre ostentar e aparentar felicidade, insinuar que alguém precise fazer algo para ser feliz é tão ruim assim?

Juro que não entendo. Não cheguei a nenhuma hipótese que me pareça razoável. A mais satisfatória foi que esses alunos eram um bando de crianções do primeiro ano e queriam fazer drama só por fazer drama. A outra é que “seja feliz” seja um cumprimento illuminati ou masônico. Sei lá. Deduzam o que quiserem. Sejam felizes!

Opa.

sábado, 7 de junho de 2014

Amor à primeira vista

Nunca achei que isso realmente existisse, mas parece que existe. Há uns dias, foi o meu aniversário (dia 25 de maio) e eu convidei vários colegas e amigos para irem lá em casa. Devido ao curso que eu estudei e a profissão que eu sigo, a maior parte dos meus colegas e amigos é composta por mulheres. Então, no meu aniversário era eu, o colega cujos problemas amorosos eu comentei e um outro amigo. As outras dez pessoas presentes eram mulheres. Nós três já estamos acostumados, claro. Foi super-legal, as moças são brutais jogando UNO e Truco. Sério, dá medo! Rimos, comemos e brincamos.

Uns dias atrás, o colega que estava naquele terrível dilema deu uma passada lá em casa, dizendo que queria companhia para comer temaki (e tem uma temakeria a duas quadras da minha casa). Aí ele veio meio sem jeito e me perguntou: “diz uma coisa, a Fabi tem namorado”? Fabi é o nome fictício que eu estou dando para uma das minhas colegas que estava no meu aniversário. Respirei fundo. Sabia onde isso ia dar.

            - Sim, tem. O namorado dela é bem legal. Joguei WoW e Rift com ele. Por quê?
            - Por nada… É que ela é muito bonita.
            - Sim, ela é mesmo. E ela é tri legal.
            - Sim, é. Das meninas que estava lá, ela foi a minha favorita. A Mari tira segundo lugar.
            - A Mari é uma querida mesmo.

Todos esses floreios para depois me dizer o quanto ele tinha gostado da Fabi. Ele disse que sentiu “uma coisa” que nunca tinha sentido antes. E completou dizendo “ah, porque eu estou nessas de terminar e tal…Se a Fabi fosse solteira, seria mais um incentivo”. Fiquei meio de cara. Comentei com a Mari sobre a história. Ela disse “a Fabi me perguntou se era muito estranho te perguntar se os seus amigos eram solteiros”...

Resumo da ópera: os dois se interessaram mutuamente e intensamente um pelo outro, tendo se visto apenas uma vez na vida e estão considerando terminar seus longos relacionamentos (a Fabi já está com o namorado dela há uns cinco anos também) para ficarem juntos. Fiquei muuuito chocado com o desenvolvimento dessas histórias. Parece que amor à primeira vista existe mesmo.

Ou eles já estavam insatisfeitos com seus respectivos namorados e estavam só procurando um motivo pra chutar o balde de vez.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Elevadores

Algumas vezes eu estou tão de má vontade com o mundo que até pequenas coisas me irritam. Especialmente as pequenas coisas irritantes que acontecem dezenas de vezes no meu dia.

Uma das coisas que mais me irrita é quando eu estou esperando o elevador, ele chega e as pessoas que estavam esperando comigo começam a tentar forçar sua entrada no elevador, sem permitir que as pessoas que já estavam nele consigam descer. Vocês nunca ouviram falar que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço? Para vocês caberem no elevador, as pessoas que estão lá precisam sair primeiro, oras. Isso não é básico?! Pois parece que não.

Todo santo dia, diversas vezes por dia, eu vejo esse cenário. Gente, o elevador não vai fugir se você não se enfiar lá dentro. É só apertar o botão ou segurar a porta. Especialmente aqui no hospital, que as portas são super-ultra-mega sensíveis. Sério, um fio de cabelo se movimenta quando a porta está fechando e ela se abre rapidamente. Chega a ser chato, às vezes, mas também é muito útil. De qualquer forma, o ponto é: não precisa entrar em desespero. O elevador vai esperar. Eu prometo.

Outra coisa que me irrita no elevador… Vocês não tem idéia da quantidade de vezes num dia que eu tento entrar no elevador e a pessoa que estava lá dentro quase me atropela. Explico: a pessoa fica tão concentrada no seu celular que não percebe que o elevador só desceu um ou dois andares e sai de dentro dele no automático. Aí ela esbarra nas pessoas (eu) que estão tentando entrar.

Isso acontece tantas vezes no meu dia que eu não consigo mais achar graça. O atropelador em questão ou fica bufando, ou faz alguma piadinha sobre estar com a cabeça na lua. Eu nem respondo mais. Não sei, mas mesmo quando eu estou fuçando no celular no elevador, eu sempre dou uma olhadinha no painel quando o elevador pára, para conferir se é o andar que eu quero ou não. Não é senso comum fazer isso?! Parece que não.

Eu não estou propondo um “Manual de Conduta em Elevadores”. Querem continuar se digladiando para entrar no elevador e atropelando as pessoas por não desviar o olhar da telinha do celular? Ótimo. Mas eu me dou o direito de ficar bravo com isso.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A escolha mais perfeita de todas

Um amigo meu da faculdade me ligou e me convidou pra comer uma pizza na casa dele. Estranhei. Esse cara é super de boa e nós sempre nos demos bem. Fizemos vários trabalhos juntos na faculdade, fomos bolsistas do mesmo professor e ele me deu carona umas vezes. Só que nós nunca fomos, assim, amiiiigos, amiiigos. Saca? Nós éramos colegas. Éramos amigáveis um com o outro, mas não posso dizer que éramos grandes amigos. De qualquer forma, fui lá na casa dele.

Ele estava bem esquisito. Ansioso. Inquieto. Como eu sou pessimista pacas, estava esperando alguma notícia bombástica. Ele decidiu que precisávamos comer algo doce e ponto final. Foi pra cozinha fazer um tal bolo de açúcar mascavo. Eu fiquei só observando, tentando entender o que estava acontecendo com ele. Fez o tal bolo, que ficou assando enquanto comíamos a pizza e jogávamos truco. O bolo ficou pronto e sentamos para comer. Aí ele foi ao ponto.

Precisava de um conselho.

Fiquei confuso. Por que logo eu? Ele teve um episódio de verborréia e despejou tudo que queria falar. Falou várias coisas, mas o que estava perturbando-o mais intensamente era que não conseguia decidir se terminava com a namorada ou não. Ele queria que eu o ajudasse a escolher “a melhor das opções”.

Ela era a primeira namorada dele. Se conheceram no colégio - ele estava no segundo ano e ela, no primeiro do ensino médio - e começaram a namorar em seguida. Eles tiveram todas as primeiras vezes um do outro, se conseguem me entender. Sempre estiveram juntos. Faz uns… Sei lá, sete anos. Por aí. Um pouco mais ou um pouco menos do que isso.

Por um lado, ela era uma mala. A única coisa que ele era autorizado a fazer era jogar futebol no sábado de tarde (e ela enchia muito o saco por isso). Ficavam o tempo todo juntos. Por outro, ela o incentivava a estudar (algo que a família dele não fazia, pois não concordavam com o curso que ele escolheu). Lá pelo segundo ano de faculdade, um amigo dele lhe apresentou a maconha. A namorada quase enlouqueceu e colocava ele na linha. Ela determinava quando e quanto ele podia fumar. Por um lado, isso impedia que ele caísse na gandaia de vez. Por outro, era mais um pouco da vida dele que ela controlava. O que eu quero dizer é que ela tinha vários pontos positivos e negativos ao mesmo tempo.

Ele estava na dúvida. “Vale a pena trocar o certo pelo duvidoso”? Eu disse: cara, se não tá mais afim dela, ficar num relacionamento vazio vai ser ruim para os dois. “Será que eu vou me arrepender”? Eu disse: claro que vai. Você vai se arrepender com qualquer uma das escolhas, porque você vai perder e ganhar coisas em cada uma delas. “Qual é a melhor escolha”? Eu disse: isso não existe. Você tem de pensar no que vai te deixar mais feliz ou te fazer sofrer menos.

Se terminasse com ela, os amigos dos dois iam ficar de cara com ele. Podia perder amigos com isso. Se ficasse com ela, ia ficar constantemente se perguntando como seria ter outra experiência. Se terminasse com ela, poderia ter outras experiências, conhecer pessoas novas. Se ficasse com ela, ia deixar de fazer várias coisas que queria fazer. Se terminasse com ela, ia magoar a pessoa que lhe ajudou durante vários momentos difíceis. Se terminasse com ela, podia acabar perdendo o amor da sua vida. Se continuasse com ela, poderia ter deixado de viver e conhecer o amor da sua vida.


Escolhas são complicadas, não é? Ele queria que eu escolhesse por ele. Insisti que ele pensassem bem no assunto, que era ele quem tinha que decidir. Falei para que ele conversasse com ela. Acho que o maior problema com escolhas é que você nunca sabe se tomou a melhor decisão. Até porque não existe uma “melhor” escolha. Qualquer uma das opções têm lados positivos e negativos. É sempre uma aposta.