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sábado, 20 de setembro de 2014

Coisa que eu achei que nunca aconteceria

Estourei minha banda no Photobucket!!!

Gente, eu tenho esse Photobucket há muitos anos e nunca achei que fosse chegar perto do limite gratuito que eles dão para a visualização das imagens!!! 

Eu estou orgulhoso! Isso significa que o outro blog está sendo visitado e lido... É uma idéia interessante escrever não mais para leitores imaginários ou para mim mesmo. Agora eu sei que tem gente que lê o que eu escrevo. 

Isso me dá um frio na barriga. Um pouco de medo, até.

Um dia, numa aula, um colega estava dizendo que o autor faz um contrato com seu leitor e lhe deve algumas coisas. Por isso, ele compartilhou da frustração de Hazel e Augustus em A Culpa é das Estrelas pelo livro que acabava no meio de uma

E também mencionou a cena que o Gandalf pratica golfe em o Hobbit. Para ele, essas são situações que o contrato é quebrado.

Por isso, é meio assustador pensar, que um blog que eu comecei para listar minhas impressões em mangás e evitar que eu lesse inadvertidamente duas vezes o mesmo mangá, agora é acessado por várias pessoas. Gostaria de saber quais são minhas obrigações contratuais com esses leitores.

Duas que eu consigo identificar... 

1) Responder comentários. A não ser o PewDiePie e outras pessoas tão famosas quanto, acho que todo mundo deve arranjar tempo para fazer isso. Não quero que o dia que eu não consiga mais responder comentários chegue, por um lado. Eu tardo (porque acabo não vendo que recebi comentários), mas não falho!

2) Escrever posts num padrão que eu já estabeleci: introdução, resumo da história com comentários gerais, comentário sobre arte e aproveitamento, créditos da scanlation, e quatro ou sete imagens por post... O problema é que o photobucket se rebelar contra mim faz com todos os posts de 2013 e mais da metade dos de 2014 fiquem sem imagens. Não sei se vou ter tempo e energia de reupar tudo. Também não as tenho mais salvas. Nem tenho dinheiro para fazer uma conta premium.

Minha personalidade obsessiva está sofrendo com isso, mas acho que essa é uma boa oportunidade para ver se minhas neuroses têm mais força que minha preguiça.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sobre o jogo de hoje na Copa...

Ok, ok. Eu nunca falo de futebol por três motivos:

a) Não me importo com futebol (a não ser com o meu time do coração).
b) Não gosto muito de assistir aos jogos, só de jogar.
c) Não gosto de expressar opiniões sobre um assunto que eu não manjo muito e que eu sei que deixa as outras pessoas muito abaladas/envolvidas/algo assim.

Mas... Cara, o que foi esse jogo de hoje?

O primeiro tempo estava muito foda. Foda, foda, foda. Eu me distraí por dois segundos com um pepperoni que pulou da minha pizza e o Thiago Silva marcou um gol. Apesar de os dois times estarem meio exaltados e se empurrando meio demais, eu estava curtindo o jogo. 

O segundo gol do Brasil, do David Luiz, foi muito lindo. Eu não acreditei. Achei que ele tinha jogado a bola alto demais, mas aí a bola fez aquela curva doida, desceu e entrou no gol. O goleiro da Colômbia raspou os dedos, mas não parou a bola! Ainda bem que eles passam no replay duzentas vezes, porque eu não acreditei naquele gol e quis entender. Ainda não sei que bruxaria o David Luiz conseguiu fazer (de novo, eu não entendo muito de futebol. Jogo, mas jogo mal. Curto participar só pela curtição e pelo churras que tem depois), mas achei fantástica.

Aí... O jogo começou a ficar mais tenso ainda. Cartão amarelo pra meio mundo do Brasil, juiz fazendo vista grossa pras sacanagens que alguns jogadores da Colômbia estavam fazendo... Mas tá. Ok. Nem sempre o juiz consegue ver tudo, né? Ou, às vezes, para ele não parece tão sério como para nós, espectadores, que temos a oportunidade de ver a jogada por vários ângulos?

Mas aí o cara deu aquela joelhada nas costas do Neymar!

Uma coisa foi aquele lance do Thiago Silva que atropelou o colombiano e tomou um (merecido para alguns, controverso para outros) cartão amarelo. Pareceu acidental e que ele não teve tempo de desviar. Ou talvez tivesse ido para parar mesmo o cara e acabou batendo de mal jeito. De qualquer forma, não pareceu ser por maldade.

Outra, foi a joelhada que esse cara deu no Neymar... Não importa como eu olhe para a cena (que passou o replay algumas dezenas de vezes, não só durante o jogo como no Jornal e naqueles programas de cobertura da Copa), me parece que o cara foi com a intenção de atropelar o Neymar mesmo. Não pareceu que o cara queria acertar a bola. Pareceu que ele queria mesmo acertar o Neymar.

Não estou dizendo que não é entendível a raiva. O Neymar é um bom jogador e estava incomodando pra caramba no jogo (ele, o Oscar e o David Luiz estavam em todas! Todo o time jogou bem, mas esses três, ao meu ver - de alguém que não entende muito de futebol -, pareceram se destacar mais). Não é de se estranhar que os colombianos fiquem frustrados pelo que aconteceu, deixem a raiva subir a cabeça e sejam mais brutos.

O foda é o juiz não ter dado uma punição adequada para o cara. Eu diria cartão vermelho, é claro, porque foi uma jogada mal intencionada. Que seja amarelo, então, já que parece que os juízes têm medo de serem justos com o Brasil (para não dizerem que eles foram comprados, que nem aquele primeiro juiz lá que deu o penalty contra a Croácia). 

Essa jogada me deu um gosto amargo na boca e eu disse: "cara, esse jogo podia acabar aí. Não quero mais ver essa merda". Eu estava curtindo o jogo até ali. Os dois times jogaram tri bem, deram o seu melhor e proporcionaram um espetáculo ao espectador... Até aquela jogada. Aí eu fiquei com nojo do jogo e com pena do Neymar. 

Ainda bem que o caso dele não foi tão grave quando poderia ter sido. Um dos meus amigos (que é fisioterapeuta... Todo mundo que estava lá era da área da saúde, aliás) disse de forma sábia, mas embriagada: "porra, pegou bem no meio das costas dele... No melhor dos casos, repouso e muita fisioterapia... No pior, caralho, porra, coitado desse guri". Nos programas de notícias que passaram depois, vimos que, realmente, parece que é isso que é indicado ao Neymar... Espero que ele melhore, porque ele é um bom jogador - mesmo que eu não seja um grande fã dele, preciso admitir.

Discussões depois sobre esportes e saúde seguiram e, quando percebemos, a Helena estava levando uns quadros para a galeria, encontrando com a mãe dela e tinha um cara, que eu não sei se é o vilão ou o mocinho, falando que removeu uma cicatriz. Demos o assunto por encerrado e voltei para casa para dormir, já que amanhã tenho plantão... Antes, claro, precisando escrever essa postagem de desabafo.

Acho que nunca me revoltei tanto por um jogo. A única vez que eu me envolvi emocionalmente com um jogo de futebol (que não fosse do Inter) foi na final da Copa de 2006. Porque a França não podia ganhar. Ponto. 

(Eu sempre digo que não vou assistir à Copa, mas sucumbo à pressão social e acabo sendo o mais empolgado pelo assunto... Patético!!!)

terça-feira, 10 de junho de 2014

Seja Feliz

Uma vez eu e a minha namorada na época estávamos de zoeira. Aí ela fez marias-chiquinhas no cabelo e falou com voz de bebê, debochando das meninas que tentam se fazer de meigas. Eu disse: “Own, que fofinha!”. Pronto. Pra quê? Ela ficou furiosa comigo… Porque aparentemente ela entendeu que eu a tinha chamado de gorda. Desculpa, eu só estava brincando… E eu pensem em “fofinha”, no sentido de bonitinha, meiguinha, inha, inha inha

Outra vez, uma colega de estágio convidou a mim e a outros colegas para irmos no aniversário dela em um Pub. Eu cheguei e fiquei um tempo circulando, procurando por ela e pelo resto do pessoal (em minha defesa, eu sou míope e ainda não sabia disso naquela época)... Até que ela veio me encontrar e ficou me zoando por não ter achado eles. Ela sempre usava o cabelo liso em rabo de cavalo (estágio em hospital, sabem como é), óculos e estava sempre de jeans e camiseta. Nem tinha reconhecido ela. Cabelo solto, ondulado, sem óculos, bastante maquiagem e um vestido. Eu disse: “Nossa, como você tá bonita hoje!”. Pronto. Pra quê? Eu disse hoje. Ela ficou o resto da noite repetindo essa história para todo mundo que chegava. Como eu tinha dito que ela estava bonita só naquele dia, como isso significava que ela não era bonita normalmente e como eu não devia nem ter reconhecido ela, já que eu tinha insinuado que ela normalmente não é bonita. Arrrgh. Eu ouvi essa história durante meses, porque ela fazia questão de repetir sempre. Desculpa, eu não queria ofender. Na verdade, estava querendo elogiar, mas parece que minha escolha de palavras não foi feliz.

O meu ponto é que as pessoas se ofendem pelas coisas mais estranhas e inocentes, mais simples e bobas. Há alguns anos, aconteceu uma coisa que me deixou de queixo caído. Um aluno da disciplina que eu era monitor perguntou se podia fazer uma coisa lá num trabalho. Eu respondi: “sim! Seja feliz! :)”. Acreditam que os alunos se ofenderam e disseram pro professor que eu tinha sido grosseiro com eles? Na minha época, dizer “seja feliz”, nesse contexto, significava apenas “vá em frente!” ou “faça o que quiser”. Fiquei surpreso por alguém ter se ofendido por isso.

Anos depois, eu sempre lembro dessa história e fico repassando o que foi dito pelos alunos e o que eu disse para eles. Será que “seja feliz” tem algum significado oculto? Será que desejar que os outros procurem ficar satisfeitos e felizes com suas escolhas é tão ruim assim? Será que nessa época que estamos, em que as pessoas procuram sempre ostentar e aparentar felicidade, insinuar que alguém precise fazer algo para ser feliz é tão ruim assim?

Juro que não entendo. Não cheguei a nenhuma hipótese que me pareça razoável. A mais satisfatória foi que esses alunos eram um bando de crianções do primeiro ano e queriam fazer drama só por fazer drama. A outra é que “seja feliz” seja um cumprimento illuminati ou masônico. Sei lá. Deduzam o que quiserem. Sejam felizes!

Opa.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Elevadores

Algumas vezes eu estou tão de má vontade com o mundo que até pequenas coisas me irritam. Especialmente as pequenas coisas irritantes que acontecem dezenas de vezes no meu dia.

Uma das coisas que mais me irrita é quando eu estou esperando o elevador, ele chega e as pessoas que estavam esperando comigo começam a tentar forçar sua entrada no elevador, sem permitir que as pessoas que já estavam nele consigam descer. Vocês nunca ouviram falar que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço? Para vocês caberem no elevador, as pessoas que estão lá precisam sair primeiro, oras. Isso não é básico?! Pois parece que não.

Todo santo dia, diversas vezes por dia, eu vejo esse cenário. Gente, o elevador não vai fugir se você não se enfiar lá dentro. É só apertar o botão ou segurar a porta. Especialmente aqui no hospital, que as portas são super-ultra-mega sensíveis. Sério, um fio de cabelo se movimenta quando a porta está fechando e ela se abre rapidamente. Chega a ser chato, às vezes, mas também é muito útil. De qualquer forma, o ponto é: não precisa entrar em desespero. O elevador vai esperar. Eu prometo.

Outra coisa que me irrita no elevador… Vocês não tem idéia da quantidade de vezes num dia que eu tento entrar no elevador e a pessoa que estava lá dentro quase me atropela. Explico: a pessoa fica tão concentrada no seu celular que não percebe que o elevador só desceu um ou dois andares e sai de dentro dele no automático. Aí ela esbarra nas pessoas (eu) que estão tentando entrar.

Isso acontece tantas vezes no meu dia que eu não consigo mais achar graça. O atropelador em questão ou fica bufando, ou faz alguma piadinha sobre estar com a cabeça na lua. Eu nem respondo mais. Não sei, mas mesmo quando eu estou fuçando no celular no elevador, eu sempre dou uma olhadinha no painel quando o elevador pára, para conferir se é o andar que eu quero ou não. Não é senso comum fazer isso?! Parece que não.

Eu não estou propondo um “Manual de Conduta em Elevadores”. Querem continuar se digladiando para entrar no elevador e atropelando as pessoas por não desviar o olhar da telinha do celular? Ótimo. Mas eu me dou o direito de ficar bravo com isso.