sexta-feira, 11 de julho de 2014

Andei assistindo: Sailor Moon Crystal

Na minha infância, eu assistia a Sailor Moon com a minha irmã. Eu gostava, mas, obviamente, eu reclamava e fazia drama como se fosse um grande sacrifício. Primeiro lugar, porque eu gostava (e gosto) de encher o saco da minha irmã. E, em segundo, porque eu estava naquela idade que menino algum admitiria que gosta de "coisas de menina". Aspas, porque essa é uma definição contestável, mas isso fica pra outra discussão. O ponto é que eu, assim como muita gente da minha idade, cresci com Sailor Moon. Então, o remake foi algo que me deixou com expectativas. 

Antes de assistir ao remake, eu baixei alguns episódios da série clássica de Sailor Moon para dar uma olhada e refrescar a memória. O primeiro episódio de Sailor Moon Crystal é basicamente igual ao primeiro episódio da série clássica, é claro. Temos a apresentação da Usagi, seus amigos, seu estilo de vida, o encontro conturbado com seu futuro amor (Mamoru), a aparição da gatinha Luna... E a recepção da notícia de que ela é uma Sailor Senshi e precisa encontrar suas companheiras. Usagi, então, se transforma em Sailor Moon (a sequência de transformação ficou bem bonita!) para resgatar sua amiga Naru das garras de um monstrengo que está roubando a energia das pessoas. Temos, também, a primeira aparição de Tuxedo Kamen e o amor a primeira vista por parte de Usagi.

Foi um episódio bem divertido e exatamente o que os fãs antigos esperavam. A arte nova me incomodou um pouco e acho que vai demorar até que eu me acostume, mas não é por não ser bonita. Pelo contrário, achei ótima. A sequência de abertura me deixou ansioso para ver todos os personagens em seu novo estilo. A voz da Usagi é meio chatinha, mas ela já tinha uma voz chata na série clássica e na dublagem brasileira, então é pré-requisito para a personagem, creio eu.

Algo que me preocupa um pouco foram as declarações de que Sailor Moon Crystal será extremamente fiel ao mangá. Por um lado, isso é muito legal. A criadora da série, Takeuchi Naoko, ficou descontente na época com as alterações feitas e vários fãs, imagino, também não tenham curtido. Sempre é legal quando um anime é fiel ao seu material de origem e, em geral, causa indignação quando o anime começa a viajar na maionese. Mas, por outro lado, eu cresci com a série clássica e gosto dela do jeito que é, mesmo que não seja fiel ao mangá (nota: eu li o mangá também há alguns anos). Algumas invenções da série clássica, como o amor de Nephrite e Naru e o também romance de Kunzite e Zoisite, foram divertidas e serviram para dar mais personalidade a esses vilões. É quase garantido que não vai rolar. 

Fico um pouco decepcionado, mas vou continuar assistindo. Até, pelo menos, a aparição da Sailor Júpiter, que era minha childhood crush. Ou, como os otakus mais hardcore gostam de dizer, mai waifu

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Jogo: Hadaka Shitsuji - Continuando

Eu joguei mais um pouco de Hadaka Shitsuji esses dias, porque eu queria ver se conseguia o tal final harem, apesar de ficar perdendo os saves. 

Consegui o tal final e vou explicar como. Também é o final que explica mais sobre o verdadeiro dono da mansão Kamishiro).

Como os saves ficam se deletando e para conseguir desbloquear o final harem você precisa ter conseguido um final de cada um dos mordomos (Sakuma, Ichinose, Komine, Toudou e Arisato), o que eu fiz foi criar um save nos momentos finais da rota de cada um deles. Além disso, o final não precisa ser bom. Pode ser qualquer um. Então, seguindo o guia que os tradutores mandaram junto, eu consegui o final mais simples possível para os personagens que eu ainda não tinha terminado (Arisato e Ichinose) e salvei o jogo pouco antes do jogo encerrar e me dar o final. Fiz o mesmo com os demais personagens. Depois, abri o jogo e fui abrindo save por save, assistindo os finais de cada um, até na minha galeria ficar listado um final para cada um dos personagens (você pode saber qual final corresponde a cada personagem no guia que os tradutores mandam com o patch). 


Seguindo a rota desse final, você descobre que há duas peças secretas e permanentemente trancadas na mansão. Assim, descobre-se mais informações sobre o Kamishiro e sua falecida esposa... Mas não muitas. O jogo acaba mais fomentando questões do que respondendo. Eventualmente, uma das coisas que se descobre é que há registros feitos pelos mordomos de todas as atividades realizadas por eles na mansão. O que o Tomoaki descobre é que essas atividades incluíam favores sexuais. Nenhum dos mordomos atuais sabe disso (tirando o Mizoguchi, que é da época antiga) e cabe ao Tomoaki treiná-los, já que ele pode usar e abusar dos mordomos como quiser.

O que acontece, a partir daí, é que você tem acesso a eventos da rota principal (True Route, a que inclui maior número de abusos) de todos os personagens. Aí é só ficar clicando, salvando compulsivamente e assistindo o Tomoaki sacaneando seus mordomos de todas as formas possíveis e imagináveis.


Comentários gerais a respeito deles, então.  O Arisato foi o mais sofrível para mim. Primeiro, porque não gosto desse tipo de personagem (uke chorão, afeminado e com jeito de criança) e, segundo, porque ele sofre horrores na rota dele. Tomoaki o estrangula, o enforca, o afoga, esmaga a mão dele... Enfim, muitas coisas tensas. Na versão "light" da rota dele, acabamos descobrindo mais sobre sua origem e seus problemas psicológicos. Ele também aparece na rota de outros personagens tanto como alguém que julga e acusa o Tomoaki por suas atitudes (tanto na rota do Sakuma quanto na do Toudou, ele diz o quão horrível o Tomoaki é), como saco de pancadas (rota do Toudou), como participante (relutante) em atividades sexuais com outros mordomos (na do Sakuma é a que eu lembro melhor) e como um sacana igualmente sádico ao Tomoaki (na rota do Ichinose isso aparece mais). 

Já o Ichinose, aliás... A voz dele foi uma das coisas que mais me incomodou. Ok, eu entendi que ele é um cabeça-de-vento que se distrai facilmente. Não precisam colocar um dublador que fala suuuuper lento e cheio de pausas. Cada frase do Ichinose demora horas, ao ponto que eu comecei a pular. Fora que os gemidos dele... No me gustam. Ele também sofre horrores. A rota "light" acaba quando você acha que vai começar e na rota harem ele sofre bastante (mas não tanto quanto o Sakuma ou o Arisato). Mas na "True Route" dele... Cruzes, eu não fui muito longe, porque já me disseram o que acontece. 


Gosto muito dos outros três mordomos, sobretudo do Komine. Em certo momento, ele decide participar de um concurso de culinária. Se você estiver na rota "light", o Tomoaki não só dá apoio para ele como usa o dinheiro que ganhou por seu "trabalho" na mansão para investir num restaurante com o Komine. Foi um dos finais que eu mais curti. Já na "True Route", o Tomoaki amarra o Komine num poste e larga ele no depósito por vários dias, para que ele perca o concurso. Se você vai na peça antes do tempo, o Komine consegue se libertar das amarras, está furioso e resolve matar o Tomoaki. Melhor final ever!!! Já se você espera o tempo certo, o Komine acaba ficando mais dócil. Aí entra zoofilia na jogada e eu fiquei tenso. O Komine também tem alguns dos CGs mais sexy do jogo, tipo aquele que ele está coberto de chantilly. :9

Também gosto muito do Toudou, porque ele é um beefcake delicioso. E usa lingerie, ainda por cima. Tantos fetiches num personagem só! Bem, a "True Route" dele foi a primeira que eu joguei e acho que é uma das que o Tomoaki é menos cruel (não que ele não seja sádico, mas o Toudou sofre menos do que os outros, com certeza). Ainda não vi a rota "light" dele... No final harem, não aconteceu muitas diferenças em relação a rota normal dele. 


O Sakuma provavelmente tem a melhor voz e os piores gemidos. Alguns dos momentos com ele são muito legais, mas ao mesmo tempo eu ficava torcendo para ele perder a paciência e mandar o Tomoaki longe. Achei engraçado o jogo de cintura que o Sakuma e o Komine têm em relação aos outros. Os dois conseguem disfarçar e dar corda para todas as ideias do Tomoaki sem deixarem claro seu descontentamento/nojo/desaprovação. 

Acho que só vou olhar a "True Route" do Sakuma e a light do Toudou e encerrar o jogo. Parece que dá para ficar com uma colega de faculdade do Tomoaki, mas, meh, nem vou explorar essa possibilidade. Tem um evento possível em que o Tomoaki é raptado. Acho que pode ser que eu dê uma olhada nisso em algum momento. 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Andei assistindo: Bakumatsu Rock

Bakumatsu Rock... O que dizer sobre esse anime...? Cara, vou fazer um brainstorming e já era.

Cara, eu sempre assisto ao anime harém reverso/adaptado de Otome Game da temporada. Primeiro lugar, porque sim. E, em segundo, porque eu tenho expectativas de que algum deles seja bom. Ou pelo menos, não tão medíocre quanto os outros. (E, em terceiro lugar, para entender os doujinshi que sempre são traduzidos desses animes). Bakumatsu Rock por sua proposta me despertou sentimentos ambivalentes.

A história se passa na era Bakumatsu, que aconteceu na metade do século XIX. O shogun usa as Heaven's Songs para controlar a população, uma vez que essas são um tipo de canção que ajudam a controlar a mente de seus súditos e, assim, subjugá-los. Quem performa as Heaven's Songs é o Shinsengumi, um grupo de idols fiel ao shogun. No Japão desse anime, compor ou cantar música, além das Heaven's Songs, é proibido e é um crime capital. Nesse cenário, entra Sakamoto Ryouma, Katsura Kogorou e Takasugi Shinsaku, um grupo de jovens músicos que querem mudar o mundo com rock 'n' roll, pois essa é a música da liberdade e justiça.

Quando se tem um anime com um cenário absurdo (porque, sabe, não existia guitarra e bateria em 1800 e pedrada), você tem de comprar o pacote e acreditar na proposta. Isso foi difícil de fazer. Ao contrário de Gintama, por exemplo, que é igualmente absurdo e se promove como tal, Bakumatsu Rock tenta se levar a sério. Não sei como os japoneses não se ofendem com esse tipo de anime, pois o modo que figuras históricas tanto do Shinsengumi quanto dos rebeldes Joui foram representadas nesse troço me fez ter uma crise de vergonha alheia. 

Como ponto positivo... Ern, todos os personagens são bishounen, talvez? Uma boa dose de fanservice, também...? Além disso, a mensagem de mudar o mundo com a música é ingenua, mas divertida, até porque o rock 'n' roll, especialmente nas suas origens, tinha a proposta de ser uma música subversiva e libertária. Então, esse anime trazer esse tipo de mensagem é divertido. Em contrapartida, a vergonha alheia pelos outros motivos já mencionados me preveniu de gostar muito dessa história.

Acho que a música é, obviamente, o ponto forte, porque é realmente muito, muito boa. Como tal, o elenco de seiyuus é excelente também, com cada um tendo o seu charme. Não posso falar sobre a animação, porque eu não sei julgar a qualidade, mas acho que a arte é bonita... Para quem gosta desse estilo. Eu não gostei. Achei tudo over the top demais, do cabelo verde limão neon do Katsura até às roupas espalhafatosas do Sakamoto. 

Além disso, acho que a questão é que esse anime me parece uma cruza entre Gintama e Uta no Prince-sama. Gintama também se passa na era Bakumatsu, mas, em Gintama, são os aliens que invadem e trazem as tecnologias. Alguns aceitam os aliens de braços abertos, inclusive o Shogun, defendido pelo Shinsengumi (que funciona como a polícia em Gintama), e outros se opõem a invasão (o grupo de Joui liderado pelo Katsura Kotarou, do qual Takasugi Shinsuke, Sakamoto Tatsuma e Sakata Gintoki são ex-membros). Então também temos esse cenário de um Japão feudal, mas repleto de tecnologia. Tanto Gintama como Bakumatsu Rock são paródias (ou, no caso desse segundo, uma reimaginação) do que de fato ocorreu. A questão é que eu consigo aceitar Gintama, Bakumatsu Rock, não dá. 

Vou assistir a mais alguns episódios, para ver onde que isso vai dá, mas não estou curtindo e, se a vergonha alheia ficar forte demais, talvez seja obrigado a droppar esse anime.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Smartphone

Até dezembro, eu tinha um celular bem comunzinho e antigo. Todo mundo ficava me enchendo o saco para trocar para um celular mais moderno, em função do WhatsApp, mas eu não estava muito motivado. Até porque eu estava juntando dinheiro para comprar o Nintendo 3DS. 

Tanta praga rogaram para o meu celular antigão que eu o deixei cair quando estava descendo uma escada e uma pessoa meio que pisou em cima dele. De uma forma ou de outra, a tela rachou e ele deixou de funcionar. 

Relutei, relutei e relutei... Mas acabei tendo de investir meus trocados num celular novo (e o Nintendo 3DS ficou para depois). Optei pelo Moto G e estou satisfeito com a compra (apesar de ele demorar uma eternidade para se ligar de novo, se eu o desligar ou se a bateria chegar ao fim). 

O que tem me incomodado é o quanto eu estou dependente desse troço.

Se me dizem que eu preciso fazer um laudo para uma data específica, o que eu faço? Coloco lembretes no celular. Preciso organizar minha agenda da semana, o que faço? Abro o aplicativo de agenda do Google, que eu posso usar tanto no computador como no celular, e organizo as agendas, que eu posso filtrar por coisas pessoais ou por trabalho. Preciso matar dez minutos na sala de espera, o que faço? Pego o celular e jogo algum joguinho (Dumb Ways to Die e Disco Zoo são muito divertidos). Preciso falar com alguém, o que faço? Uso o WhatsApp, o Messenger do Facebook, mando um e-mail usando o aplicativo o Gmail e, se for muuuito urgente, mando um SMS ou ligo. Tenho uma ideia para escrever um texto, o que faço? Abro o Quickoffice e sofro digitando com os meus dedos de ogro no mini-teclado.
Tudo que eu vou fazer, praticamente, envolve o celular. Insônia? Abro um aplicativo com sons relaxantes para meditação. Tédio? Coloco os fones de ouvido e escuto ao podcast Welcome to Night Vale. Fome? Abro um vídeo no Youtube com uma receita fácil ou fuço algum site de culinária e sigo as instruções olhando no celular. 

Antes, eu puxava uma folha de caderno e anotava as coisas. Hoje eu dia, eu vejo que muita gente nem usa caderno. Um amigo meu que está fazendo cursinho disse que bate fotografias do quadro-negro, para não precisar escrever. 

E os Google Glasses estão vindo aí! Nem vai ser preciso mais usar as mãos. Vai bastar dizer: "Óculos, tire uma foto". "Óculos, qual a previsão do tempo hoje?". Eu adoro tecnologia, mas ficar tão dependente dela me incomoda muito... 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Andei assistindo: Barakamon

Isso aqui pode até parecer uma resenha, mas não é. Em momento algum estou pretendendo que esse post seja um comentário crítico estruturado, que comente as características de uma série para que depois eu possa introduzir minha opinião sobre o assunto. Nah. Eu já disse, no outro blog, que eu não manjo muito sobre animes. Aqui é só tipo um comentário do que eu achei sobre um anime. Arbitrariamente. Sem intenção nenhuma de informar algum leitor em potencial. Só eu reclamando e elogiando mesmo. Ok? Vamos lá, então.

Barakamon é um mangá que fala sobre Handa Seishuu, um jovem talento na arte da caligrafia. Ele acaba ofendendo e agredindo a um crítico, que disse que sua caligrafia é antiquada e sem personalidade, num evento importante. Por isso, seu pai decide mandá-lo para uma ilha distante e provinciana, para que ele dê uma esfriada na cabeça e aprenda algumas lições. Lá, ele convive com os nativos do lugar, que são muito diferentes do que ele está acostumado. Nesse primeiro episódio, temos a chegada de Seishuu à ilha, sua mudança e a apresentação dele a Naru, uma das crianças do lugar. Com Seishuu e Naru se complementam bem e têm interações muito engraçadas um com o outro. A Naru me lembra um pouco da Yotsuba (de Yotsubato), mas menos caótica, talvez, apesar de ser igualmente peste (no bom sentido).

Acho que o que mais me chamou a atenção foram as vozes, algo que raramente acontece. A Naru e a Hina, outra das crianças do lugar, têm seiyuus bem desconhecidas, mas que parecem ser muito boas, nas suas vozes. Vi em alguns fóruns o pessoal comentando que as duas são dubladas por crianças mesmo, ao contrário do habitual, em que temos mulheres adultas provendo vozes para os meninos e meninas do primário nos animes. Gostei da abertura e do encerramento, mas também não os achei tão notáveis assim (apesar de ter adorado a sequência da Naru correndo na abertura e enchendo a tela de marcas de mão). A passagem da arte de mangá para anime também foi muito agradável. Não entendo lhufas a respeito de animação, para julgar sua qualidade, mas eu curti... Cenários bonitos, personagens expressivos e tal.

Definitivamente, continuarei assistindo e é meu favorito da temporada, por enquanto. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sobre o jogo de hoje na Copa...

Ok, ok. Eu nunca falo de futebol por três motivos:

a) Não me importo com futebol (a não ser com o meu time do coração).
b) Não gosto muito de assistir aos jogos, só de jogar.
c) Não gosto de expressar opiniões sobre um assunto que eu não manjo muito e que eu sei que deixa as outras pessoas muito abaladas/envolvidas/algo assim.

Mas... Cara, o que foi esse jogo de hoje?

O primeiro tempo estava muito foda. Foda, foda, foda. Eu me distraí por dois segundos com um pepperoni que pulou da minha pizza e o Thiago Silva marcou um gol. Apesar de os dois times estarem meio exaltados e se empurrando meio demais, eu estava curtindo o jogo. 

O segundo gol do Brasil, do David Luiz, foi muito lindo. Eu não acreditei. Achei que ele tinha jogado a bola alto demais, mas aí a bola fez aquela curva doida, desceu e entrou no gol. O goleiro da Colômbia raspou os dedos, mas não parou a bola! Ainda bem que eles passam no replay duzentas vezes, porque eu não acreditei naquele gol e quis entender. Ainda não sei que bruxaria o David Luiz conseguiu fazer (de novo, eu não entendo muito de futebol. Jogo, mas jogo mal. Curto participar só pela curtição e pelo churras que tem depois), mas achei fantástica.

Aí... O jogo começou a ficar mais tenso ainda. Cartão amarelo pra meio mundo do Brasil, juiz fazendo vista grossa pras sacanagens que alguns jogadores da Colômbia estavam fazendo... Mas tá. Ok. Nem sempre o juiz consegue ver tudo, né? Ou, às vezes, para ele não parece tão sério como para nós, espectadores, que temos a oportunidade de ver a jogada por vários ângulos?

Mas aí o cara deu aquela joelhada nas costas do Neymar!

Uma coisa foi aquele lance do Thiago Silva que atropelou o colombiano e tomou um (merecido para alguns, controverso para outros) cartão amarelo. Pareceu acidental e que ele não teve tempo de desviar. Ou talvez tivesse ido para parar mesmo o cara e acabou batendo de mal jeito. De qualquer forma, não pareceu ser por maldade.

Outra, foi a joelhada que esse cara deu no Neymar... Não importa como eu olhe para a cena (que passou o replay algumas dezenas de vezes, não só durante o jogo como no Jornal e naqueles programas de cobertura da Copa), me parece que o cara foi com a intenção de atropelar o Neymar mesmo. Não pareceu que o cara queria acertar a bola. Pareceu que ele queria mesmo acertar o Neymar.

Não estou dizendo que não é entendível a raiva. O Neymar é um bom jogador e estava incomodando pra caramba no jogo (ele, o Oscar e o David Luiz estavam em todas! Todo o time jogou bem, mas esses três, ao meu ver - de alguém que não entende muito de futebol -, pareceram se destacar mais). Não é de se estranhar que os colombianos fiquem frustrados pelo que aconteceu, deixem a raiva subir a cabeça e sejam mais brutos.

O foda é o juiz não ter dado uma punição adequada para o cara. Eu diria cartão vermelho, é claro, porque foi uma jogada mal intencionada. Que seja amarelo, então, já que parece que os juízes têm medo de serem justos com o Brasil (para não dizerem que eles foram comprados, que nem aquele primeiro juiz lá que deu o penalty contra a Croácia). 

Essa jogada me deu um gosto amargo na boca e eu disse: "cara, esse jogo podia acabar aí. Não quero mais ver essa merda". Eu estava curtindo o jogo até ali. Os dois times jogaram tri bem, deram o seu melhor e proporcionaram um espetáculo ao espectador... Até aquela jogada. Aí eu fiquei com nojo do jogo e com pena do Neymar. 

Ainda bem que o caso dele não foi tão grave quando poderia ter sido. Um dos meus amigos (que é fisioterapeuta... Todo mundo que estava lá era da área da saúde, aliás) disse de forma sábia, mas embriagada: "porra, pegou bem no meio das costas dele... No melhor dos casos, repouso e muita fisioterapia... No pior, caralho, porra, coitado desse guri". Nos programas de notícias que passaram depois, vimos que, realmente, parece que é isso que é indicado ao Neymar... Espero que ele melhore, porque ele é um bom jogador - mesmo que eu não seja um grande fã dele, preciso admitir.

Discussões depois sobre esportes e saúde seguiram e, quando percebemos, a Helena estava levando uns quadros para a galeria, encontrando com a mãe dela e tinha um cara, que eu não sei se é o vilão ou o mocinho, falando que removeu uma cicatriz. Demos o assunto por encerrado e voltei para casa para dormir, já que amanhã tenho plantão... Antes, claro, precisando escrever essa postagem de desabafo.

Acho que nunca me revoltei tanto por um jogo. A única vez que eu me envolvi emocionalmente com um jogo de futebol (que não fosse do Inter) foi na final da Copa de 2006. Porque a França não podia ganhar. Ponto. 

(Eu sempre digo que não vou assistir à Copa, mas sucumbo à pressão social e acabo sendo o mais empolgado pelo assunto... Patético!!!)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Loja de Guloseimas

Descobri esses dias um atacado só de balas, doces, salgadinhos… Essas bobagens em geral. É bem perto de onde eu trabalho e é a caminho da parada de ônibus. Parece que abriu não faz muito tempo. Muito legal!

Tinha de tudo lá: pacotões de balas de menta, milhopan, rapadura… O mais legal, acho, foi ver doces da minha infância. Eles ainda existem! Só porque sim, comprei alguns e levei lá para casa da minha tia-avó.

O primeiro deles era uma embalagem com mini-chicletes. Lembram desses? São chicletinhos pequenininhos de várias cores. Um só não faz nem cosquinha na boca. Eu colocava uns cinco ou seis, para ter alguma coisa para mastigar. Alguns amigos meus colocavam o pacote inteiro na boca e ficavam com aquela bola gigante de chiclete que mal dava para mastigar. Só pela onda. Hoje em dia anda mais fácil ver botons, canecas e outras coisas hipster com mini-chicletes desenhados do que os próprios mini-chicletes à venda.

Outra coisa que tinha lá era tipo umas mini-mamadeiras, que dentro tinha umas bolinhas de açúcar. Na minha infância, elas vinham em contêineres transparentes, em formato de ursinho, avião, carrinho, telefone… Enfim, o que você conseguisse imaginar! Como as bolinhas de açúcar são coloridas, elas davam a cor ao brinquedo. São super sem graça. Bolinhas doces e só. Ah, mas a magia da coisa é o que importa. Derretem na boca! São doces! São coloridas!!!

Mais uma coisa da minha infância: maria-mole na casquinha de sorvete. Tenho vontade de rir, porque esse doce é muito de armazém de interior (era na época que eu morava numa cidade pequena). A maria mole é super gostosa e costuma ser cor-de-rosa. Parece mesmo um sorvete. A casquinha que é daquelas mais simples que tem, quase sem gosto. E, olha que máximo, vem com um brinquedo! Em geral, bexiguinhas ou apitos. Essa que eu comprei veio com umas bexigas que eram duras para caramba. Foi difícil enchê-las de ar!

Também tinha aquelas pastilhinhas coloridas que são azedinhas. Tinha merengue de vários tipos (um era bem sequinho e com um gostinho de torrado, o outro, de outra marca, era suave e derretia na boca). Ah, também tinha aqueles chicletes de bolinha que tem uma carinha desenhada na embalagem! Tinha até aquele chocolate ruim em formato de guarda-chuva com gosto de cabo de pau de guarda-chuva…!

Foi muito legal ver que essas coisas ainda existem! Esses dias eu me senti muito velho quando vi uma enquete perguntando se já tinha assistido Sailor Moon e qual era sua personagem favorita. Não era meu desenho favorito (eu adorava Shurato e Guerreiras Mágicas de Rayearth nessa época), mas eu assistia com a minha irmã. Minha senshi favorita é a Sailor Júpiter e votei nessa opção rapidamente. Fiquei de cara quando apareceu o resultado da enquete. Quase metade dos votantes nunca assistiu ou leu Sailor Moon!!! Como assim?! Já é tão velho assim?! Ainda bem que está vindo o remake! Apesar de eu pessoalmente não ter curtido as versões novas, Saint Seiya Omega e Hunter x Hunter conseguiram conquistar mais fãs. Desejo a Sailor Moon o mesmo sucesso.