segunda-feira, 7 de julho de 2014

Andei assistindo: Barakamon

Isso aqui pode até parecer uma resenha, mas não é. Em momento algum estou pretendendo que esse post seja um comentário crítico estruturado, que comente as características de uma série para que depois eu possa introduzir minha opinião sobre o assunto. Nah. Eu já disse, no outro blog, que eu não manjo muito sobre animes. Aqui é só tipo um comentário do que eu achei sobre um anime. Arbitrariamente. Sem intenção nenhuma de informar algum leitor em potencial. Só eu reclamando e elogiando mesmo. Ok? Vamos lá, então.

Barakamon é um mangá que fala sobre Handa Seishuu, um jovem talento na arte da caligrafia. Ele acaba ofendendo e agredindo a um crítico, que disse que sua caligrafia é antiquada e sem personalidade, num evento importante. Por isso, seu pai decide mandá-lo para uma ilha distante e provinciana, para que ele dê uma esfriada na cabeça e aprenda algumas lições. Lá, ele convive com os nativos do lugar, que são muito diferentes do que ele está acostumado. Nesse primeiro episódio, temos a chegada de Seishuu à ilha, sua mudança e a apresentação dele a Naru, uma das crianças do lugar. Com Seishuu e Naru se complementam bem e têm interações muito engraçadas um com o outro. A Naru me lembra um pouco da Yotsuba (de Yotsubato), mas menos caótica, talvez, apesar de ser igualmente peste (no bom sentido).

Acho que o que mais me chamou a atenção foram as vozes, algo que raramente acontece. A Naru e a Hina, outra das crianças do lugar, têm seiyuus bem desconhecidas, mas que parecem ser muito boas, nas suas vozes. Vi em alguns fóruns o pessoal comentando que as duas são dubladas por crianças mesmo, ao contrário do habitual, em que temos mulheres adultas provendo vozes para os meninos e meninas do primário nos animes. Gostei da abertura e do encerramento, mas também não os achei tão notáveis assim (apesar de ter adorado a sequência da Naru correndo na abertura e enchendo a tela de marcas de mão). A passagem da arte de mangá para anime também foi muito agradável. Não entendo lhufas a respeito de animação, para julgar sua qualidade, mas eu curti... Cenários bonitos, personagens expressivos e tal.

Definitivamente, continuarei assistindo e é meu favorito da temporada, por enquanto. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sobre o jogo de hoje na Copa...

Ok, ok. Eu nunca falo de futebol por três motivos:

a) Não me importo com futebol (a não ser com o meu time do coração).
b) Não gosto muito de assistir aos jogos, só de jogar.
c) Não gosto de expressar opiniões sobre um assunto que eu não manjo muito e que eu sei que deixa as outras pessoas muito abaladas/envolvidas/algo assim.

Mas... Cara, o que foi esse jogo de hoje?

O primeiro tempo estava muito foda. Foda, foda, foda. Eu me distraí por dois segundos com um pepperoni que pulou da minha pizza e o Thiago Silva marcou um gol. Apesar de os dois times estarem meio exaltados e se empurrando meio demais, eu estava curtindo o jogo. 

O segundo gol do Brasil, do David Luiz, foi muito lindo. Eu não acreditei. Achei que ele tinha jogado a bola alto demais, mas aí a bola fez aquela curva doida, desceu e entrou no gol. O goleiro da Colômbia raspou os dedos, mas não parou a bola! Ainda bem que eles passam no replay duzentas vezes, porque eu não acreditei naquele gol e quis entender. Ainda não sei que bruxaria o David Luiz conseguiu fazer (de novo, eu não entendo muito de futebol. Jogo, mas jogo mal. Curto participar só pela curtição e pelo churras que tem depois), mas achei fantástica.

Aí... O jogo começou a ficar mais tenso ainda. Cartão amarelo pra meio mundo do Brasil, juiz fazendo vista grossa pras sacanagens que alguns jogadores da Colômbia estavam fazendo... Mas tá. Ok. Nem sempre o juiz consegue ver tudo, né? Ou, às vezes, para ele não parece tão sério como para nós, espectadores, que temos a oportunidade de ver a jogada por vários ângulos?

Mas aí o cara deu aquela joelhada nas costas do Neymar!

Uma coisa foi aquele lance do Thiago Silva que atropelou o colombiano e tomou um (merecido para alguns, controverso para outros) cartão amarelo. Pareceu acidental e que ele não teve tempo de desviar. Ou talvez tivesse ido para parar mesmo o cara e acabou batendo de mal jeito. De qualquer forma, não pareceu ser por maldade.

Outra, foi a joelhada que esse cara deu no Neymar... Não importa como eu olhe para a cena (que passou o replay algumas dezenas de vezes, não só durante o jogo como no Jornal e naqueles programas de cobertura da Copa), me parece que o cara foi com a intenção de atropelar o Neymar mesmo. Não pareceu que o cara queria acertar a bola. Pareceu que ele queria mesmo acertar o Neymar.

Não estou dizendo que não é entendível a raiva. O Neymar é um bom jogador e estava incomodando pra caramba no jogo (ele, o Oscar e o David Luiz estavam em todas! Todo o time jogou bem, mas esses três, ao meu ver - de alguém que não entende muito de futebol -, pareceram se destacar mais). Não é de se estranhar que os colombianos fiquem frustrados pelo que aconteceu, deixem a raiva subir a cabeça e sejam mais brutos.

O foda é o juiz não ter dado uma punição adequada para o cara. Eu diria cartão vermelho, é claro, porque foi uma jogada mal intencionada. Que seja amarelo, então, já que parece que os juízes têm medo de serem justos com o Brasil (para não dizerem que eles foram comprados, que nem aquele primeiro juiz lá que deu o penalty contra a Croácia). 

Essa jogada me deu um gosto amargo na boca e eu disse: "cara, esse jogo podia acabar aí. Não quero mais ver essa merda". Eu estava curtindo o jogo até ali. Os dois times jogaram tri bem, deram o seu melhor e proporcionaram um espetáculo ao espectador... Até aquela jogada. Aí eu fiquei com nojo do jogo e com pena do Neymar. 

Ainda bem que o caso dele não foi tão grave quando poderia ter sido. Um dos meus amigos (que é fisioterapeuta... Todo mundo que estava lá era da área da saúde, aliás) disse de forma sábia, mas embriagada: "porra, pegou bem no meio das costas dele... No melhor dos casos, repouso e muita fisioterapia... No pior, caralho, porra, coitado desse guri". Nos programas de notícias que passaram depois, vimos que, realmente, parece que é isso que é indicado ao Neymar... Espero que ele melhore, porque ele é um bom jogador - mesmo que eu não seja um grande fã dele, preciso admitir.

Discussões depois sobre esportes e saúde seguiram e, quando percebemos, a Helena estava levando uns quadros para a galeria, encontrando com a mãe dela e tinha um cara, que eu não sei se é o vilão ou o mocinho, falando que removeu uma cicatriz. Demos o assunto por encerrado e voltei para casa para dormir, já que amanhã tenho plantão... Antes, claro, precisando escrever essa postagem de desabafo.

Acho que nunca me revoltei tanto por um jogo. A única vez que eu me envolvi emocionalmente com um jogo de futebol (que não fosse do Inter) foi na final da Copa de 2006. Porque a França não podia ganhar. Ponto. 

(Eu sempre digo que não vou assistir à Copa, mas sucumbo à pressão social e acabo sendo o mais empolgado pelo assunto... Patético!!!)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Loja de Guloseimas

Descobri esses dias um atacado só de balas, doces, salgadinhos… Essas bobagens em geral. É bem perto de onde eu trabalho e é a caminho da parada de ônibus. Parece que abriu não faz muito tempo. Muito legal!

Tinha de tudo lá: pacotões de balas de menta, milhopan, rapadura… O mais legal, acho, foi ver doces da minha infância. Eles ainda existem! Só porque sim, comprei alguns e levei lá para casa da minha tia-avó.

O primeiro deles era uma embalagem com mini-chicletes. Lembram desses? São chicletinhos pequenininhos de várias cores. Um só não faz nem cosquinha na boca. Eu colocava uns cinco ou seis, para ter alguma coisa para mastigar. Alguns amigos meus colocavam o pacote inteiro na boca e ficavam com aquela bola gigante de chiclete que mal dava para mastigar. Só pela onda. Hoje em dia anda mais fácil ver botons, canecas e outras coisas hipster com mini-chicletes desenhados do que os próprios mini-chicletes à venda.

Outra coisa que tinha lá era tipo umas mini-mamadeiras, que dentro tinha umas bolinhas de açúcar. Na minha infância, elas vinham em contêineres transparentes, em formato de ursinho, avião, carrinho, telefone… Enfim, o que você conseguisse imaginar! Como as bolinhas de açúcar são coloridas, elas davam a cor ao brinquedo. São super sem graça. Bolinhas doces e só. Ah, mas a magia da coisa é o que importa. Derretem na boca! São doces! São coloridas!!!

Mais uma coisa da minha infância: maria-mole na casquinha de sorvete. Tenho vontade de rir, porque esse doce é muito de armazém de interior (era na época que eu morava numa cidade pequena). A maria mole é super gostosa e costuma ser cor-de-rosa. Parece mesmo um sorvete. A casquinha que é daquelas mais simples que tem, quase sem gosto. E, olha que máximo, vem com um brinquedo! Em geral, bexiguinhas ou apitos. Essa que eu comprei veio com umas bexigas que eram duras para caramba. Foi difícil enchê-las de ar!

Também tinha aquelas pastilhinhas coloridas que são azedinhas. Tinha merengue de vários tipos (um era bem sequinho e com um gostinho de torrado, o outro, de outra marca, era suave e derretia na boca). Ah, também tinha aqueles chicletes de bolinha que tem uma carinha desenhada na embalagem! Tinha até aquele chocolate ruim em formato de guarda-chuva com gosto de cabo de pau de guarda-chuva…!

Foi muito legal ver que essas coisas ainda existem! Esses dias eu me senti muito velho quando vi uma enquete perguntando se já tinha assistido Sailor Moon e qual era sua personagem favorita. Não era meu desenho favorito (eu adorava Shurato e Guerreiras Mágicas de Rayearth nessa época), mas eu assistia com a minha irmã. Minha senshi favorita é a Sailor Júpiter e votei nessa opção rapidamente. Fiquei de cara quando apareceu o resultado da enquete. Quase metade dos votantes nunca assistiu ou leu Sailor Moon!!! Como assim?! Já é tão velho assim?! Ainda bem que está vindo o remake! Apesar de eu pessoalmente não ter curtido as versões novas, Saint Seiya Omega e Hunter x Hunter conseguiram conquistar mais fãs. Desejo a Sailor Moon o mesmo sucesso. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Seja Feliz

Uma vez eu e a minha namorada na época estávamos de zoeira. Aí ela fez marias-chiquinhas no cabelo e falou com voz de bebê, debochando das meninas que tentam se fazer de meigas. Eu disse: “Own, que fofinha!”. Pronto. Pra quê? Ela ficou furiosa comigo… Porque aparentemente ela entendeu que eu a tinha chamado de gorda. Desculpa, eu só estava brincando… E eu pensem em “fofinha”, no sentido de bonitinha, meiguinha, inha, inha inha

Outra vez, uma colega de estágio convidou a mim e a outros colegas para irmos no aniversário dela em um Pub. Eu cheguei e fiquei um tempo circulando, procurando por ela e pelo resto do pessoal (em minha defesa, eu sou míope e ainda não sabia disso naquela época)... Até que ela veio me encontrar e ficou me zoando por não ter achado eles. Ela sempre usava o cabelo liso em rabo de cavalo (estágio em hospital, sabem como é), óculos e estava sempre de jeans e camiseta. Nem tinha reconhecido ela. Cabelo solto, ondulado, sem óculos, bastante maquiagem e um vestido. Eu disse: “Nossa, como você tá bonita hoje!”. Pronto. Pra quê? Eu disse hoje. Ela ficou o resto da noite repetindo essa história para todo mundo que chegava. Como eu tinha dito que ela estava bonita só naquele dia, como isso significava que ela não era bonita normalmente e como eu não devia nem ter reconhecido ela, já que eu tinha insinuado que ela normalmente não é bonita. Arrrgh. Eu ouvi essa história durante meses, porque ela fazia questão de repetir sempre. Desculpa, eu não queria ofender. Na verdade, estava querendo elogiar, mas parece que minha escolha de palavras não foi feliz.

O meu ponto é que as pessoas se ofendem pelas coisas mais estranhas e inocentes, mais simples e bobas. Há alguns anos, aconteceu uma coisa que me deixou de queixo caído. Um aluno da disciplina que eu era monitor perguntou se podia fazer uma coisa lá num trabalho. Eu respondi: “sim! Seja feliz! :)”. Acreditam que os alunos se ofenderam e disseram pro professor que eu tinha sido grosseiro com eles? Na minha época, dizer “seja feliz”, nesse contexto, significava apenas “vá em frente!” ou “faça o que quiser”. Fiquei surpreso por alguém ter se ofendido por isso.

Anos depois, eu sempre lembro dessa história e fico repassando o que foi dito pelos alunos e o que eu disse para eles. Será que “seja feliz” tem algum significado oculto? Será que desejar que os outros procurem ficar satisfeitos e felizes com suas escolhas é tão ruim assim? Será que nessa época que estamos, em que as pessoas procuram sempre ostentar e aparentar felicidade, insinuar que alguém precise fazer algo para ser feliz é tão ruim assim?

Juro que não entendo. Não cheguei a nenhuma hipótese que me pareça razoável. A mais satisfatória foi que esses alunos eram um bando de crianções do primeiro ano e queriam fazer drama só por fazer drama. A outra é que “seja feliz” seja um cumprimento illuminati ou masônico. Sei lá. Deduzam o que quiserem. Sejam felizes!

Opa.

sábado, 7 de junho de 2014

Amor à primeira vista

Nunca achei que isso realmente existisse, mas parece que existe. Há uns dias, foi o meu aniversário (dia 25 de maio) e eu convidei vários colegas e amigos para irem lá em casa. Devido ao curso que eu estudei e a profissão que eu sigo, a maior parte dos meus colegas e amigos é composta por mulheres. Então, no meu aniversário era eu, o colega cujos problemas amorosos eu comentei e um outro amigo. As outras dez pessoas presentes eram mulheres. Nós três já estamos acostumados, claro. Foi super-legal, as moças são brutais jogando UNO e Truco. Sério, dá medo! Rimos, comemos e brincamos.

Uns dias atrás, o colega que estava naquele terrível dilema deu uma passada lá em casa, dizendo que queria companhia para comer temaki (e tem uma temakeria a duas quadras da minha casa). Aí ele veio meio sem jeito e me perguntou: “diz uma coisa, a Fabi tem namorado”? Fabi é o nome fictício que eu estou dando para uma das minhas colegas que estava no meu aniversário. Respirei fundo. Sabia onde isso ia dar.

            - Sim, tem. O namorado dela é bem legal. Joguei WoW e Rift com ele. Por quê?
            - Por nada… É que ela é muito bonita.
            - Sim, ela é mesmo. E ela é tri legal.
            - Sim, é. Das meninas que estava lá, ela foi a minha favorita. A Mari tira segundo lugar.
            - A Mari é uma querida mesmo.

Todos esses floreios para depois me dizer o quanto ele tinha gostado da Fabi. Ele disse que sentiu “uma coisa” que nunca tinha sentido antes. E completou dizendo “ah, porque eu estou nessas de terminar e tal…Se a Fabi fosse solteira, seria mais um incentivo”. Fiquei meio de cara. Comentei com a Mari sobre a história. Ela disse “a Fabi me perguntou se era muito estranho te perguntar se os seus amigos eram solteiros”...

Resumo da ópera: os dois se interessaram mutuamente e intensamente um pelo outro, tendo se visto apenas uma vez na vida e estão considerando terminar seus longos relacionamentos (a Fabi já está com o namorado dela há uns cinco anos também) para ficarem juntos. Fiquei muuuito chocado com o desenvolvimento dessas histórias. Parece que amor à primeira vista existe mesmo.

Ou eles já estavam insatisfeitos com seus respectivos namorados e estavam só procurando um motivo pra chutar o balde de vez.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Elevadores

Algumas vezes eu estou tão de má vontade com o mundo que até pequenas coisas me irritam. Especialmente as pequenas coisas irritantes que acontecem dezenas de vezes no meu dia.

Uma das coisas que mais me irrita é quando eu estou esperando o elevador, ele chega e as pessoas que estavam esperando comigo começam a tentar forçar sua entrada no elevador, sem permitir que as pessoas que já estavam nele consigam descer. Vocês nunca ouviram falar que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço? Para vocês caberem no elevador, as pessoas que estão lá precisam sair primeiro, oras. Isso não é básico?! Pois parece que não.

Todo santo dia, diversas vezes por dia, eu vejo esse cenário. Gente, o elevador não vai fugir se você não se enfiar lá dentro. É só apertar o botão ou segurar a porta. Especialmente aqui no hospital, que as portas são super-ultra-mega sensíveis. Sério, um fio de cabelo se movimenta quando a porta está fechando e ela se abre rapidamente. Chega a ser chato, às vezes, mas também é muito útil. De qualquer forma, o ponto é: não precisa entrar em desespero. O elevador vai esperar. Eu prometo.

Outra coisa que me irrita no elevador… Vocês não tem idéia da quantidade de vezes num dia que eu tento entrar no elevador e a pessoa que estava lá dentro quase me atropela. Explico: a pessoa fica tão concentrada no seu celular que não percebe que o elevador só desceu um ou dois andares e sai de dentro dele no automático. Aí ela esbarra nas pessoas (eu) que estão tentando entrar.

Isso acontece tantas vezes no meu dia que eu não consigo mais achar graça. O atropelador em questão ou fica bufando, ou faz alguma piadinha sobre estar com a cabeça na lua. Eu nem respondo mais. Não sei, mas mesmo quando eu estou fuçando no celular no elevador, eu sempre dou uma olhadinha no painel quando o elevador pára, para conferir se é o andar que eu quero ou não. Não é senso comum fazer isso?! Parece que não.

Eu não estou propondo um “Manual de Conduta em Elevadores”. Querem continuar se digladiando para entrar no elevador e atropelando as pessoas por não desviar o olhar da telinha do celular? Ótimo. Mas eu me dou o direito de ficar bravo com isso.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Jogo: Hadaka Shitsuji

Hadaka Shitsuji é uma visual novel BL que foi traduzida (não-oficialmente) para o inglês ano passado. Esses dias vi um anônimo recomendando esse jogo no 4chan e fiquei curioso. Resolvi baixar e andei jogando nos últimos dias esporadicamente, porque eu não tenho muita paciência com essas visual novel.

A história do jogo é a seguinte: Tomoaki, um estudante universitário, recebe um folder divulgando uma vaga para emprego com um bom salário (até bom de mais para ser verdade!). Como ele acabou de perder seu emprego num restaurante, resolve ir se apresentar nesse lugar. Lá ele fica sabendo que tudo que terá de fazer é ser o "mestre" de uma mansão milionária e dar ordens para os mordomos do lugar, enquanto o verdadeiro dono está viajando. São vários personagens que você pode interagir, cada um caindo nos clássicos esterótipos já esperados.

O twist desse jogo é que o Tomoaki vai ficando cada vez mais sádico conforme o tempo passa (na verdade, eu diria que ele tem um transtorno de múltipla personalidade, porque ele muda da um extremo ao outro em segundos). Uma coisa que me surpreendeu é que os finais felizes são considerados finais ruins nesse jogo. Eu escolhi o Sakuma, o personagem poster do jogo, primeiro e resolvi conquistá-lo. O Sakuma é o mordomo eficiente, sério, perfeccionista, obediente e sempre querendo servir seu mestre. Achei que, logo por isso, ele seria o "mais fácil" de todos. Eu consegui um final bem feliz e bonitinho... Apesar do Tomoaki ter surtado uma vez ou outra (tipo quando ele pisoteia o Sakuma -- irc!), o final foi feliz e tal. Aí apareceu a mensagem "Bad End". 


Fiquei intrigado, mas resolvi ir atrás do Toudou e segui o guia (que o pessoal que traduziu manda junto com o patch) para conseguir o "True Ending", que, em tese, deveria ser o melhor final de todos. Só que não. O Toudou é o cara grandão, musculoso e intimidador, que, na verdade, tem um coração de ouro e é um querido. Assim como o Sakuma, ele é obediente. Com o Toudou, você pode fazer coisas que só de serem mencionadas já brochariam o interlocutor que vos fala. Sério, a rota do Toudou é um horror. O Tomoaki faz ele de gato e sapato. 


Ok, fiquei meio tenso e resolvi seguir a rota do Komine, o cozinheiro extrovertido, simpático, com dialeto Kansai, desobediente e que dá em cima do Tomoaki descaradamente, e fiquei apavorado. Coisas tensas acontecem. Mas o Komine é um dos personagens mais simpáticos e queridos desse jogo, então eu vou ver se jogo a rota dele de novo e tento conseguir um final ruim. Me disseram que o Komine, também, é o único personagem que, num dos finais ruins, fica de saco cheio das sacanagens do Tomoaki e vira o jogo contra ele. Vou dar uma olhada, quando tiver tempo e vontade para isso. Em compensação, uma das rotas dele envolve bestialidade... Ern, talvez demore um pouco para eu criar coragem. 

  
Também tem a opção de ir atrás do Ichinose (o jardineiro silencioso e misterioso, que deixa o Tomoaki com medo dele) e o, ern, sei lá qual é nome dele, que é o shota obrigatório e chorão. Na rota do Toudou, o shota já sofre pacas, então estou com medo do que vai acontecer com ele em sua rota própria (vi uma CG dele que envolve uma forca... No me gusta...). O Ichinose acaba aparecendo pouco nas histórias dos outros - porque ele passa boa parte do tempo doente -, então é capaz que eu acabe jogando a rota dele também para ver qual é.


Sobre o jogo em si: ele é uma visual novel com poucas decisões a serem tomadas (só escolher com quem você quer passar o dia e, eventualmente, responder uma coisa ou outra), com opção de salvar sempre e é fácil de entender. O patch em inglês o deixou com alguns bugs: ele fecha sozinho com frequência (por isso, deve-se salvar o tempo todo), não salva os CGs/Endings que você conseguiu (acho que deve ser impossível desbloquear a rota harem por causa disso) e algumas coisas não foram traduzidas ou ficaram com caracteres aleatórios ao invés de texto. Mesmo assim, é jogável. Também vale apontar que boa parte dos personagens do jogo é dublada por amadores/seiyuus desconhecidos, então não tem esse "atrativo" para os que curtem boas vozes.


Acho que pessoas com fetiches específicos e sobretudo aqueles que adoram sadomasoquismo vão curtir esse jogo. Eu não me enquadro no segundo caso, então várias partes do jogo foram um sofrimento para mim. Tipo, todos os personagens são uns queridos... Eu não quero vê-los sofrer! Acho que eu sou vanilla demais para esse jogo... De qualquer forma, um ponto inusitado dele é que você joga como o seme. Na maior parte dos jogos yaoi, você é o uke e ponto final. São poucos os jogos que permitem que o player seja o seme.